O coaching é uma metodologia focada em METAS e RESULTADOS, sejam elas em SER ou TER. A metodologia coaching segundo alguns estudos apontam que ela já era praticada na Grécia Antiga pelo filósofo Sócrates, no que conhecemos como maiêutica socrática, mas o coaching com a sua estrutura atual foi desenvolvida por W. Timothy Gallwey, reconhecido como o pioneiro no movimento da psicologia aplicada ao esporte e ao mundo corporativo.
O processo de coaching acontece dentro de sessões individuais, nunca em grupo, geralmente no mínimo de dez encontros em média de uma hora e meia. O foco da sessão é a meta que foi definida pelo cliente (coachee). São feitas várias PERGUNTAS por parte do coach, que irá provocar no coachee uma reflexão sobre si e o impacto que a sua meta pode provocar em sua vida. Ao final de cada sessão o coachee sempre sai com um PLANO DE AÇÃO, definido por ele mesmo, para que possa se aproximar de sua meta. Para que o processo de coaching aconteça é necessário que seja estabelecida uma relação de CONFIANÇA entre coach e coachee. Segundo Sulivan, presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, o profissional de coaching (o coach):
“… tem o papel de estimulador externo que desperta o potencial interno de outras pessoas, usando uma combinação de flexibilidade, insight, perseverança, estratégias, ferramentas pautadas em uma metodologia de eficácia comprovada e, então, o Coach (Profissional) acompanha seu Coachee (Cliente), demonstrando interesse genuíno (às vezes chamado de carisma) para apoiar os seus clientes de Coaching (Coachees) a acessar seus recursos internos e externos e, com isso, melhorar seu desempenho.”
Há no mercado uma confusão sobre o que realmente é coaching, pois há muitos profissionais que oferecem serviços de consultoria, aconselhamento e vendem como coaching . Todo CUIDADO é pouco antes de contratar os serviços de coaching, antes de qualquer coisa é preciso levantar informações seguras e importantes como nos alerta uma matéria da Revista Exame (2013) que nos apresenta cinco dicas de especialistas para identificar os picaretas na venda deste serviço:
1) Ele diz ser coach, mas faz consultoria
O coaching não é consultoria, uma vez que esta faz diagnósticos e avaliações com visitas na empresa e um aconselhamento e interferência direta baseada na expertise do consultor, ou seja o consultor diz o que deve-se fazer, já o coaching não pode assumir este papel. “Durante um processo de coaching, a pessoa é provocada a refletir, mas deve encontrar as respostas sozinha. Na consultoria, o profissional recebe o caminho das pedras”, explica Figueiredo.
Portanto, se o que você procura é mesmo um processo de coaching, fuja de profissionais fazem aconselhamento de carreira, dizendo o que você deve fazer. “Há consultores que, ao lerem um livro sobre coaching, identificam semelhanças entre ferramentas usadas em planejamento estratégico para empresas, e passam a nomear o seus serviços como coaching”, diz Sulivan França, presidente da SLACoaching (Sociedade Latino Americana de Coaching) .
2) Ausência de formação
O alerta vermelho acende para profissionais que não têm formação. Por isso, um dos cuidados mais importantes, na opinião dos dois especialistas consultados, é checar a qualificação do profissional que oferece serviços de coaching. “O ideal é perguntar qual a formação dele como coaching e a escola que fez”, diz Figueiredo.
França recomenda ainda que seja verificado se a especialização do profissional está alinhada à demanda que você tem. “Se o que você procura é coaching executivo, veja se isto faz parte da especialização dele como profissional”, diz França.
3) Ele não é vinculado a nenhuma organização
Coaches que “engasgam” na hora em que você perguntar sobre credenciais e certificações em instituições de coaching devem ser encarados com muita desconfiança. “ Tem muita gente trabalhando sem ter credencial”, diz Figueiredo. Dê a devida importância para este aspecto, uma vez que obter a certificação profissional de coach em organizações reconhecidas não é tão simples assim.
“O ICF, por exemplo, é bastante criterioso ao conceder a credencial, os coaches precisam enviar todas as informações, fornecer a lista de clientes, dizer quanto foi cobrado e é feita uma auditoria”, diz Figueiredo.
4) Ele se recusa a oferecer referências do seu trabalho
A chave para ter certeza de que a pessoa está preparada para prestar serviços de coaching está na sua lista de clientes, dizem os especialistas. Não contrate um profissional que não forneça referências que comprovem o calibre de sua experiência.
“Peça para ele indicar 3 pessoas que foram suas clientes. Se o potencial cliente é um CEO, deve buscar referências do coach com outros CEOs”, diz Figueiredo. “A referência é muito importante, ninguém melhor os clientes para falar sobre a atuação do coach”, concorda França.
5) O coach afirma que a experiência corporativa é a sua principal credencial
Para um mentor ou conselheiro de carreira, a experiência corporativa é a grande credencial. Mas, dizem os especialistas, esta máxima não vale para os serviços de coaching.
“Há uma tendência errada de as pessoas procurarem profissionais que tenham muita experiência de vida”, diz Figueiredo, lembrando que a experiência que deve ser levada em conta na hora não é corporativa e, sim, a de coach.
“Não é preciso entender do negócio, e até melhor que não entenda, porque do contrário a probabilidade de ele partir para o aconselhamento é maior”, diz França.